Avignon 2012 Cloître des Célestins with C DE LA B

Avignon 2012 Cloître des Célestins with C DE LA B
Fotografia do telefone
Romeu Runa & Miguel Moreira
Romeu Runa and Miguel Moreira are emblematic artists of the contemporary Portuguese stage. Faced with the penury of the resources allocated to live performance, they show a stubbornness and an energy that permeates their works, not hesitating to rehearse outdoors, in nature, if they cannot find a studio. Born in 1973, Miguel Moreira is above all a director, but he has also developed his very physical approach to the stage in the fields of dance, cinema and music. An approach that lays claim to a strong engagement from his interpreters, as well as all his collaborators, with whom he composes a total show in which acting, choreography, sound and light converge to express an idea or a sensation. In 1997, he founded the Utero company and a few years later, met a dancer from the Ballet Gulbenkian, Romeu Runa, with whom he began a long complicit collaboration. Romeu Runa, whose gentle and animal presence perfectly resonates with Miguel Moreira’s aesthetics, concurrently works with many Portuguese choreographers. Alain Platel spotted this singular dancer some time ago and asked him to join Les ballets C de la B for Pity!, then Out of Context - for Pina, presented at the 2010 Festival d’Avignon. A producer as well as a creator, he was invited to give the two Portuguese artists the means to deepen their work on The Old King, and is accompanying them today at the Festival d’Avignon, to provide an exterior view on this creation. RB, April 2012
THE OLD KING : LA DANSE CRUE DE ROMEU RUNA ET MIGUEL MOREIRA
FESTIVAL D’AVIGNON : The Old King / Miguel Moreira et Romeu Runa / Ballets C de la B / Cloître des Célestins / Du 18 au 26 juillet à 22 h. The Old King porte merveilleusement son nom. Car que…

Lembro-me de estar na estação de comboio de Avignon a esperar pelo Romeu e pelo Lieven Thyrion, para ter uma reunião com Vincent Baudriller, onde se iria decidir (percebi depois) se a peça iria estar ou não presente na edição de 2012. O Vicent chegou primeiro mas eu não o conhecia, ignorância de não saber quem era um dos curadores mais importantes das artes cénicas. O meu foco estava sempre nas criações e em tudo que se passava em seu redor.

Lembro-me da temperatura. De termos ficado numa casa com o Carlo Bourguignon, a Catarina, a Sandra. De ficarmos espantados com tantos espectadores e com uma reação muito quente em todos os dias de apresentação. De na estreia sermos cumprimentados de uma forma muito quente pelo representante do governo da Flandres e perguntar pelo representante português que não estava presente. De termos cumprimentado a Sophie Calle, artista que muito admiro e ter visto a sua performance e exposição maravilhosa e intensa com base nos diários da mãe que tinha falecido e que assistiu ao nosso ensaio geral.

Lembro-me de ter ante-estreado numa igreja em Montemor Novo na edição da Plataforma Portuguesa de Artes Performativas e que o Rui Horta disse logo a seguir que seria um grande êxito mas nenhum programador se interessou logo pela peça. Fez-me pensar que quem deve acreditar nas suas obras são os próprios artistas.

Quem fez com que a peça fosse possível a nível de produção foi a Teresa Taveira que abraçou logo o projeto e o estreou no Teatro Camões na programação da CNB. Que o Matei Feijóo programou no espaço de residência Uferstudios durante um mês e foi assim que criámos a peça sem meios nenhuns. Depois de ver um ensaio final em Berlim disse logo que a per iria circular muito (fizemos 64 apresentações).

Lembro-me que foi uma peça que marca muito um tempo e uma forma de fazer e que a nossa alegria era em estar juntos, criamos e podermos beber copos de vinho a discutir a arte e mundo. Amarmos de uma forma urgente e criamos juntos. No fundo, personifica aquilo que foi o Útero enquanto existiu.

Lembrança de Miguel no dia 31 de Dezembro do ano de 2025 em Brasília

Um festival generoso
Foi Jean Vilar quem o disse e continua a ser esse o mote, 66 anos depois da criação do Festival de Avignon, cuja edição 2012 começou ontem nesta vila do Sul de França: "É preciso ser-se generoso." Vilar, o fundador, que se fosse vivo faria

https://festival-avignon.com/en/edition-2012/programme/the-old-king-21260

A Avignon, deux solos dansés signés Christian Rizzo, Miguel Moreira et Romeu Runa
Christian Rizzo aurait aimé danser sa pièce, “Sakinan Göze Çöp Batar (C’est l’œil que tu protèges qui sera perforé)”, Romeu Runa interprète lui-même sa création, “The Old King”, co-écrite avec Miguel Moreira.